terça-feira, 22 de março de 2011

Rumos inscreve para Jornalismo Cultural até 15 de julho

O projeto Rumos Itaú Cultural Jornalismo Cultural 2011-2012 está com inscrições abertas para estudantes e professores de cursos de jornalismo. Os alunos participam com reportagens. Os professores, com ensaios acadêmicos.

Mais informações aqui. Ou direto no edital, aqui.

Programação 2011 do Cine Jornalismo AIC

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO 2011


Exibições todo último sábado do mês, de março a novembro, às 16h, na Associação de Imprensa Campista (Rua Tenente Coronel Cardoso, 460, Centro, Campos -RJ). Para os alunos do Uniflu Fafic, a atividade é válida como quatro horas acadêmicas. Confira a programação:

26 de Março
Filme: Confidencial - EUA, 2006
Comentadora: Cláudia Eleonora

30 de Abril
Filme: Cidade do Silêncio -
EUA/Inglaterra, 2007
Comentador: Vitor Menezes

28 de Maio
Filme: Vídeos sobre jornalismo campista
(TCCs do Curso de Comunicação Social do UNIFLU-Fafic)
Comentadores: Estudantes realizadores

25 de Junho
Filme: Abaixando a Máquina - Brasil, 2008
Comentador: Ricardo André Vasconcelos

30 de Julho
Doces Poderes - Brasil, 1996
Comentador: Álvaro Marcos

27 de Agosto
Quase Famosos - EUA,2000
Comentador: Cássio Peixoto

24 de Setembro
Sala de Controle - EUA/Egito, 2003
Comentador: Alexandro F.

29 de Outubro
Filme: Crime Verdadeiro - EUA, 1999
Comentador: João Ventura

26 de Novembro
Muito Além do Jardim - EUA, 1979
Comentadora: Patrícia Daldegan

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Matéria da Trip com repórter investigativo do Fantástico

DA REVISTA TRIP 196, SEÇÃO Páginas Negras

Link para publicação original:
http://revistatrip.uol.com.br/revista/196/paginas-negras/o-cara-sem-cara-da-globo.html
O cara sem cara da Globo

Millos Kaiser


Eduardo Faustini é o repórter do Fantástico que faz denúncias e não pode mostrar o rostoVocê conhece este homem? Há 15 anos, todo domingo, ele invade a sua casa – mas você nunca o viu. Com uma câmera escondida, denunciou políticos, traficantes e picaretas de toda sorte. Em sua primeira entrevista, ele fala do assassinato de Tim Lopes, da violência carioca e de como é viver no limite entre a vida e a morte. É hora de você conhecer de verdade Eduardo Faustini, o repórter sem rosto do Fantástico.

Aviso


As Páginas Negras que você vai ler a seguir são diferentes do habitual. Você não irá conhecer a fundo a vida pessoal de nosso personagem, tampouco verá fotos de seu rosto. Essas foram as condições para que esta entrevista acontecesse. A razão de elas existirem é simples: a identidade de Eduardo Faustini deve permanecer em sigilo absoluto. Suas próximas matérias e sua própria vida dependem disso.




Você nunca viu seu rosto, no máximo escutou sua voz. Mas puxe na memória as matérias de televisão mais chocantes que você viu nos últimos 15 anos, aquelas em que criminosos confessavam tudo que fizeram ou eram pegos no ato sem perceber que estavam sendo filmados – com grandes chances, nos créditos delas estava “Reportagem: Eduardo Faustini”. Em imagens escuras, sem enquadramento e com áudio embolado, ele flagrou o pior lado do Brasil. Fingiu ser um idoso para delatar os maus-tratos em asilos; passou-se por caminhoneiro para mostrar os esquemas de propina nas rodovias; foi secretário interino na prefeitura de São Gonçalo (RJ) para escancarar a corrupção no município; deu provas definitivas para as prisões de Comendador Arcanjo, chefão do crime organizado em Mato Grosso, e de Hildebrando Pascoal, o deputado da motoserra. Políticos, traficantes, empresários, pedófilos, médicos... Faustini já denunciou desonestos das mais variadas espécies. Já mandou mais gente para o xadrez do que muito policial, mas afirma: “Não investigo para punir, mas para informar”.

Seu golpe mais recente foi na segurança de nosso sistema aéreo. Faustini embarcou em voos domésticos nos seis maiores aeroportos brasileiros despachando uma mala com uma réplica de AR-15, um pacote de açúcar simulando cocaína e R$ 100 mil em dinheiro cenográfico. Em uma das viagens, chegou a entrar na aeronave com o fuzil falso e exibiu-o para o cinegrafista. Não foi pego. Dias antes de as cenas irem ao ar, a Infraero ligou para o Fantástico pedindo seu cancelamento, mas foi ignorada. Com Olimpíada e Copa do Mundo a caminho, a reportagem foi como uma bomba cujos efeitos ainda se faziam sentir até o fechamento desta edição.

Desde 2002, ano do assassinato de Tim Lopes, a Globo mantém oito seguranças em sua cola. Seus deslocamentos são feitos sempre em carro blindado e, vez ou outra, Faustini tem que usar um colete à prova de balas por cima da camisa social. Duas vezes, ele e sua família foram obrigados a sair do país da noite para o dia e passar um mês fora do mapa. No condomínio onde residem, moradores receosos reuniram-se para tentar expulsá-lo do prédio. Ele sequer lembra quando foi a última vez que foi à praia. “Meu lazer”, ele diz, “é em casa.” Faustini papou praticamente todos os prêmios que existem no jornalismo brasileiro (Esso, Líbero Badaró de Telejornalismo, Embratel de Imprensa, Direitos Humanos de Jornalismo, entre vários outros), mas não pôde ir ao palco pegar nenhum deles. “Eu fico sentadinho na plateia enquanto um amigo recebe por mim. Mas eu prefiro assim. Sou tímido.”

A conversa que você lê a seguir foi fruto de duas tardes que passei com ele na sede de jornalismo da Rede Globo, no Jardim Botânico. Duas semanas antes, o país havia parado para assistir às imagens feita pela emissora de traficantes do Complexo do Alemão fugindo encurralados pelo Bope. Claro que Faustini estava lá. Na correria dos tiroteios, machucou o joelho e ainda estava andando meio manco. O profissional mais durão da casa chama a todos de “queridão” e é tratado da mesma forma. Ao cruzarmos por Régis Rösing, o jornalista esportivo diz para mim: “Você está entrevistando Deus”.

Faustini é congratulado o tempo todo nos corredores pelo seu trabalho, mas diz que muitos colegas têm medo de, por exemplo, acompanhá-lo para almoçar – justamente o que estou fazendo no momento. Assim que colocamos o pé para fora do prédio noto dois homens nos olhando de soslaio. Faustini parece não perceber e continua andando, enquanto um deles caminha na direção oposta e o outro vai para o lado, como se quisesse se posicionar atrás de nós. Medo. As pernas já começavam a bambear, e as histórias que acabara de escutar não ajudavam em nada. Até que. “Calma. São os seguranças”. Era a voz de Deus ao meu lado.

Como você virou jornalista?

Comecei como fotógrafo na revista O cruzeiro, moleque. De lá passei por vários veículos, mas não posso citar todos para não dar pistas da minha vida. Meu primeiro emprego na TV, que foi quando começou essa história de repórter sem rosto, no Documento especial, na Manchete. Não tinha repórter ancorando, apresentando a notícia, e aquilo caiu como uma luva para o tipo de reportagem que gosto de fazer.

Que tipo de reportagem?

De denúncia. De jogar luz em uma zona que está escura.

Mas não dá para fazer isso como os outros jornalistas fazem?

Eu admiro muito os profissionais que trabalham pela via formal, mostrando a cara, pesquisando documentos oficiais, recorrendo ao Ministério Público... O Caco Barcellos e o Marcos Uchôa, por exemplo, são assim, sou fã deles. Mas eu não trabalho dessa forma. Prefiro resolver a questão em uma filmagem. No dia seguinte, a casa do cara já caiu.

Quando você percebeu que seria um repórter investigativo?

Antes de tudo, acho bom dizer que, a meu ver, todo bom jornalismo deve ser investigativo. O que faço é, digamos, jornalismo com câmera escondida. Mas, voltando à pergunta, acho que foi n’O cruzeiro, quando fui cobrir uma apreensão de leite em pó. Voltei para a redação com as fotos, encontrei com meu editor no elevador e disse: “Não era nada de mais. Era só uma apreensão de leite em pó a granel”. E ele: “Sei, sei... Mas vem cá: você já viu leite em pó a granel?”. Fiquei com aquilo na cabeça e comecei a fuçar. Descobri que as sacas de leite haviam sido contrabandeadas de uma multinacional do Uruguai, uma puta história surreal. Foi ali que aprendi que, na maioria das vezes, o furo de reportagem não está na informação em si, mas no quão fundo você investiga ela.

Assumir outra identidade e usar câmeras escondidas não é “roubar no jogo”? Você não está cometendo uma ilegalidade para denunciar outra?

Acredito que a relevância de um fato é sempre mais importante que a infração que estou cometendo. Já tomei diversos processos, mas nenhum me acusando de criminoso. O interesse público é o meu foco. Pra mim, ele é mais importante que qualquer lei ou regra de etiqueta.

Você se sente prestando um serviço à população? Algo como um justiceiro social?

Não gosto desse termo. Quando cruzo com alguém aqui no corredor da emissora, perguntam: “E ai, vai foder quem esta semana?”. Ou: “Quem é que vai engasgar com a pizza de domingo desta vez?”. Mas eu juro para você que não tenho prazer em fazer a casa do cara cair. Não comemoro a prisão de um pedófilo ou a falência da empresa de um babaca qualquer. Comemoro, sim, uma reportagem bem-feita. Tenho amor pelo meu trabalho e o meu objetivo é fazê-lo da melhor forma possível.

Mas não dá uma pontinha de felicidade ver o cara no Jornal Nacional na segunda-feira de mãos algemadas?

Tudo bem. Tem uns caras que são filhas da puta demais. Vou lá numa escolinha no Nordeste, as crianças estudando sentadas em caixotes de feira, cheios de pregos saindo, os professores sem giz, sem merenda no almoço... e o prefeito desviando R$ 50 milhões. Sou ser humano, não dá para não sentir raiva.

Prefeitos e políticos em geral são alvos comuns seus. Por quê?

Os políticos não têm medo nenhum da Justiça, mas respeitam muito a imprensa. Eles preferem responder a um processo por 20, 30 anos a aparecer com a cueca cheia de dinheiro por 30 segundos na TV. A Justiça é muito lenta, ineficiente. Tanto que eles são os primeiros a falar: “Tô errado? Então me processa!”. Fora o absurdo que é o Segredo de Justiça. Isso não protege a dona Maria ou o seu João, protege apenas o milionário corrupto.

Já se arrependeu de alguma matéria?

Eu miro sempre nos peixes grandes, mas é aquela história: às vezes você quer pegar o tubarão e acaba pegando vários bagrinhos. Acontece de um laranja pegar cinco anos de cadeia e um assassino sanguinário pegar dois. É engraçado no Brasil: quando um crime vira escândalo nacional, parece que as penas aumentam. Mas aì eu não tenho o que fazer. Não costumo nem acompanhar o desenrolar de cada caso, já foco na próxima reportagem.

Já denunciou alguém que depois provou ser inocente?

Jamais. Não posso me dar ao luxo de errar. Tenho plena consciência de que, o dia que isso acontecer, vou para a rua. Perco todo o prestígio, todos os prêmios que já ganhei num piscar de olhos.

Você já se passou por caminhoneiro, dentista, político, empresário, médico... Faustini, você é, antes de tudo, um bom ator?

Realmente, mais fácil perguntar o que eu nunca fui. Mas o macete é controlar o corpo, o movimento. Fico mais nervoso dando uma palestra, dando esta entrevista aqui para você do que conversando com um traficante de fuzil nas costas. Na hora H, sei que não posso errar. O leão está vindo na minha direção e eu tenho apenas uma bala. Se eu não tiver as respostas certas e prontas, eu danço, como muitos dançaram. Não sinto fome, frio ou medo. No dia seguinte, tenho 40 graus de febre, mas na hora nada.

Você tem algum ritual antes de ligar a câmera? Faz alguma reza?

Sou católico, fui batizado. Mas não rezo, não. O que me protege mesmo e ampara são as cartas que recebo, de gente que nunca me viu, falando que estou na oração delas, que pedem pela minha proteção, para que eu não sinta medo.

Algum dos seus denunciados já desmascarou você?

Uma vez estava investigando médicos que davam laudos falsos para receberem reembolso do SUS. Um rapaz tinha caído de moto, quebrado um dente e o laudo dizia que ele havia feito uma cirurgia no cérebro, quebrado costelas, o diabo. Levei esse cara para o mesmo médico e registrei tudo com uma caneta filmadora. Eu estava tão à vontade que de vez em quando ainda abria a maleta onde estava o vídeo para checar o enquadramento. Ele examinou o rapaz e disse que ele não tinha nada na cabeça. Quando eu ia sacar o laudo anterior, o falso, um capitão da polícia entrou na sala. O médico, desconfiado, havia chamado-o sem eu perceber. Gelei e disse: “Capitão, só me diga uma coisa: você está em missão oficial aqui? Pois, se não estiver, pode sobrar para você”. Ele simplesmente saiu, o outro repórter da Globo entrou na sala e nós demos a matéria.

Então, além de fingir que é você é outra pessoa, ainda tem que pensar na pauta, no enquadramento, no som...

Tenho que pensar em tudo isso. Quando acuso alguém de aceitar propina, preciso da imagem dele recebendo o pacote de dinheiro, entendeu? Depois aprendi que era mais fácil dar nota por nota para ficar mais claro para o espectador. Eu tenho que fingir que sou muito burro. Pergunto exatamente o que o cara acabou de me dizer para fazer ele se entregar: “O quê? Quer dizer que podemos resolver isso se eu te der X reais nesse lugar em tal hora?”.

A tecnologia de hoje não facilita o trabalho?

Claro, as câmeras estão muito menores, mais leves. Antigamente eu tinha que carregar uma mala de viagens com um furo pra uma filmadora Betacam, um trambolho dentro. Mas, cara, a quantidade de furos de reportagem que já perdi porque essas coisinhas deram pau... Desenvolvi até úlcera gástrica. E é foda porque a grande maioria das matérias não dá para repetir, é tentativa única. Fora isso ainda tem uma leve rixa com o pessoal da engenharia aqui, que exige padrão de qualidade de imagem que nem sempre é possível em certas condições.

Há outras exigências na Globo?

Não posso falar muito. Mas garanto que tenho liberdade. Cada vez mais. Mas sei que se quiser falar o que quero, do jeito que quero, tenho que ter minha própria emissora. Não é puxação de saco, mas sou muito grato à Globo. Sou um profissional muito caro, dou muito trabalho.

Quão caro?

Posso dizer que ganho um bom salário. Mas eles gastam mesmo é com a minha segurança. Tenho oito seguranças cuidando de mim há oito anos, 24 horas por dia. Eles se revezam, tem sempre três trabalhando. Só ando de carro blindado, tenho que usar colete à prova de balas de vez em quando. A Globo é mais preocupada com a minha vida do que eu. Acho que ninguém melhor do que eu mesmo para medir o risco que eu corro. Mas respeito a decisão deles.

A preocupação aumentou depois da morte do Tim Lopes?

Aumentou, mas, por incrível que pareça, a morte do Tim teve um lado bom. O jornalismo investigativo no Brasil melhorou muito, nos tornamos um dos melhores do mundo. Saímos da sombra, fundamos a Abraji [Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo]. A morte do Tim foi um tapa na nossa cara. Pena ele ter tido de pagar com a própria vida para a gente aprender a lição.

Que lição?

Nós éramos cúmplices dos criminosos que estávamos denunciando. Só subíamos morro depois de falar com as associações de moradores, que falavam com os traficantes. A gente aceitava que aquele território não era nosso, pedia autorização para entrar ali. Era um absurdo! E eu faço mea-culpa. Hoje vejo que não existe lugar que o jornalista não possa ir, e eu não vou mais abrir mão disso.

Existe alguma explicação para a morte do Tim?

Azar. Nosso trabalho é uma roleta-russa, sempre. E ele perdeu.

Mas você acha que ele deu mais chance para o azar acontecer?

Não. O que ele fez, subir o morro sozinho de noite, eu fazia sempre. Ainda faço. E o Tim, se você for ver, nem era o cara da denúncia. Ele era muito bom com personagens, descobria um garoto no meio do Complexo da Maré que tocava um violino lindíssimo, esse tipo de coisa. Ele tinha o olhar do excluído, veio de uma zona pobre. Mas as matérias mais perigosas era eu quem fazia. Por isso que digo: foi azar.

Onde você estava no dia fatídico?

Em casa. Me ligaram da Globo umas 3 h, falando que o Tim tinha subido o [Morro do] Alemão sozinho e não tinha descido ainda. Liguei para o advogado dos traficantes de lá e fui atrás dele. Falei com uns sete ou oito traficantes. Eles falavam que não sabiam de nada, que eu tava viajando. Até que um deixou escapar: “Mermão, já era”. Saquei na hora que alguma coisa muito ruim tinha acontecido.

Vocês eram muito próximos?

O Tim... Porra, o Tim era um cara sensacional. Vascaíno doente como eu. Vivemos muita coisa juntos. Ele tinha um senso de humor espetacular. Sua morte foi muito doída. O filho dele trabalha aqui na Globo, é um puta jornalista também. Eu tentei trazer ele para o Fantástico, mas não deixaram.

Na época criticaram a Globo dizendo que ela foi inconsequente em deixá-lo subir o morro sozinho.

Isso é ridículo. O que ele fez é praxe aqui e em qualquer outra emissora. Como falei, ninguém melhor que o próprio jornalista para medir o risco que ele corre. Somos como sacerdotes, nos sacrificamos pela notícia. Tem um cara aqui, por exemplo, que perdeu a perna na guerra da Angola. Ossos do ofício.

Reclamaram também que a morte ganhou um peso exagerado nas coberturas, que quando gente comum morre não é assim.

Isso aconteceu porque era notícia, oras. Um jornalista morto em ação é notícia; um cidadão é menos, porque acontece sempre. Mas essa discussão são outros quinhentos, questionar o que é ou não notícia.

Você já passou perto da morte?

Toda semana [risos]. Ligam para a redação toda segunda-feira me ameaçando. No começo ficava desesperado. Hoje quando ligam falando que vão matar a mim e a toda minha família eu respondo: “Amigo, você vai ter que entrar na fila”. O Ministério Público já interceptou diversos planos para acabar com a minha vida. E a polícia também já me contou de presos que revelaram ter sido mandados atrás de mim.

Você deve ter um bocado de inimigos.

É pelo menos um novo a cada domingo. Geralmente são mais, porque esses caras têm família, amigos, cúmplices... E eu estou fazendo isso há 15 anos, então você imagina. Não quero nem fazer essa conta.

Já encontrou com algum deles depois da reportagem? Já sofreu algum ataque na rua, por exemplo?

Sim, mas não posso falar a respeito.

Você anda armado?

Jamais considerei essa opção. Não me sentiria mais seguro com uma arma.

E a história que você fez plástica para mudar o rosto?

Isso é mentira. Na verdade, não preciso usar disfarce porque ninguém sabe como eu sou. Eu não mostro o rosto justamente para preservar minha próxima matéria. Como ninguém sabe como eu sou, pode acreditar que sou qualquer coisa.

Sua família sofre por causa do seu trabalho?

Quando meu filho era bem criança, tinha um amigão, daqueles de fé mesmo. Um dia o pai foi brincar com os dois e perguntou o nome do meu filho. “Faustini? Por acaso seu pai se chama Eduardo Faustini? Seu pai é um filho da puta, acabou com a minha vida, blá-blá-blá.” Ele era um fiscal de renda que eu havia denunciado. Pagou um esporro no meu filho, que depois veio tirar satisfação comigo. Tive que explicar pra ele o que faço. Vi que por mais que eu me esconda, que eu proteja eles, alguma parte do meu trabalho sempre vai resvalar na minha família.

Mas eles já passaram por alguma situação mais extrema, de perigo concreto?

Desculpe, mas não posso falar disso.

OK. Mas imagino que não seja fácil para eles...

Minha mulher tem ciúme do meu trabalho. São 30 anos de casado. Com o tempo aprendi a lidar melhor com a relação trabalho X família, mas já brigamos muito. Hoje eles nem sabem das pautas em que estou metido, só veem quando ela vai ao ar. Devo tudo a eles. Eu escolhi ter essa vida; eles, não. Mesmo assim, nunca me pediram para abandonar o que faço. Nunca. Pelo contrário, sempre me apoiaram.

A rotina na casa dos Faustini é muito diferente?

Eu não atendo telefone, por exemplo. Deixei de usar aliança. Faço de tudo para preservá-los, mas é foda: já tive segurança morando no salão de festas do meu prédio, já houve reuniões de condomínio pedindo a nossa expulsão... Duas vezes, tivemos de ir para o exterior da noite para o dia passar 30 dias fora. Vivi muitos momentos difíceis em casa.

Você sente culpa de afetar a vida deles com o que você faz?

Não, eles me entendem. O que me incomoda é quando amigos ou familiares ligam pra minha casa depois do Fantástico sentindo-se no direito de opinar sobre a nossa vida: “Mas por que ele se arriscou assim? Vocês já têm dinheiro, não precisam disso”, “Seu marido é maluco”, essas coisas. Gente que não tem a menor ideia do que realmente se passa.

Você nunca pensou em largar tudo, levar uma vida normal?

Nunca. Eu ia morrer. Não sei fazer outra coisa.

O que o motiva a fazer o que faz? Não é fama, porque isso você não tem.

Uma vez estava em um hotel bem mixuruca, tomando uma ducha, e vi duas crianças falando do Eduardo Faustini. Uma delas citou todas as minhas matérias! Foi a glória, maior recompensa que tive até hoje.

Não deu vontade de revelar quem era o Eduardo Faustini?

Não ia mudar nada. Se bobear eles nem iam acreditar em mim. Tenho medo de abrir essas concessões e começar a gostar da coisa. Se eu for na Hebe um dia, no outro posso ser desmascarado quando estiver fazendo uma matéria. E imagina o político lá na cadeia me vendo num programa de entrevistas colhendo os louros da prisão dele? Seria muita tripudiação da minha parte. Eu só não abro mão de assinar minhas reportagens. Tenho que existir de alguma forma.

Queria falar um pouco da guerra ao tráfico no Rio de Janeiro. Você acha que foi mesmo uma vitória como a mídia e a própria Globo anunciaram?

Foi uma semente. A cidade é uma empresa, e essa empresa agora é do Estado novamente. Estamos vivendo um momento único. Se perdermos esse bonde, não haverá outro. Os três governos estão alinhados. Gosto muito do [José Carlos] Beltrame. É um cara seríssimo, o primeiro a fazer um trabalho de inteligência de verdade. As UPPs são a melhor coisa que já aconteceu. São caras, mas funcionam.

Dois anos atrás a polícia também entrou no Complexo do Alemão, prendeu traficantes e fincou a bandeira do Estado no topo do morro. Mas o tráfico continuou.

Achar que o tráfico vai acabar é uma burrice tremenda. Estamos falando de territórios reconquistados. É óbvio que no Alemão, no Dona Marta ainda há drogas, assim como há em Nova York, em Roma e aqui na esquina. O que está em jogo é o direito de ir e vir dos cidadãos, de não haver mais ninguém controlando a distribuição de gás, de eletricidade. O Alemão era uma zona de exclusão. Delegado, carrasco e prefeito encarnados numa pessoa só, que era o traficante. Isso é muito pior que tráfico em si, que a droga.

E o que você acha de legalizá-las?

Tenho medo. O Brasil não controla nada direito. Como que vai controlar isso? Lembro bem de quando os bingos foram legalizados e foi aquela baita lavagem de dinheiro, até que eles fecharam novamente. Mas sou a favor do debate.

Você já experimentou alguma droga?

Maconha, uma vez. Detestei. Sou muito elétrico, me botou para baixo.

O antropólogo Luiz Eduardo Soares acredita que a situação carioca não vai mudar sem uma devassa na polícia e no Legislativo. Você concorda?

A PM do Rio tem um grau de corrupção inacreditável. Temos que investir nas corregedorias e botar uma galera nova, que valoriza a profissão, para trabalhar. Não dá mais para termos aquele policial de 50 anos barrigudão, que nunca vai delatar o companheiro. O Brasil sofre desse mal: ninguém investiga seus pares. Quem o faz vira X-9, delator.

Faustini, você se diverte de vez em quando?

Sim, quando trabalho [risos]. Meu lazer é em casa. Não posso ir ao cinema, à praia. O máximo que faço é ir a um restaurante, à casa de amigos. Nas férias, costumo ir para uma praia no Nordeste que adoro. Minha mulher me faz prometer que eu não vou entrar na internet, atender celular, mas não aguento. Vou escondido em uma lan house ou então peço o celular emprestado para alguém. Já pedi até para criança. É uma cena bem ridícula, mas não consigo me conter.

E a aposentadoria, chega quando?

Cara, você vai me achar maluco, mas com 80 anos quero trabalhar mais do que nunca. Os equipamentos vão estar mais modernos. Além disso, ninguém suspeita de um idoso. Vou denunciar clínicas, hospitais, médicos... vou botar pra quebrar.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Narrativas III - Livros comentados em sala de aula

Achado não é roubado - A história do homem que encontrou um milhão de dólares (ed Landscape)
Mark Bowden

Os honrados Mafiosos (ed Expressão e Cultura)
Gay Talese

Nos bastidores da campanha - Crônica de uma vitória (ed Objetiva)
Expedito Filho

Jornalistas Literários - Narrativas da vida real por novos autores brasileiros (ed Summus Editorial)
Sergio Vilas Boas (org)

Pixote - Infância dos Mortos (ed Global Editora)
José Louzeiro

Nova York - Antes e depois do atentado (ed Geração Editorial)
Sérgio Dávila

Direto da Selva - As aventuras de um repórter na Amazônia (ed Geração Editorial)
Klester Cavalcanti

Traidores (ed Landscape)
Richard Sale

Diário de Guadalcanal (ed Objetiva)
Richard Tregaskis

Na pior em Paris e Londres (ed Companhia das Letras)
George Orwell

Jornalismo Literário (ed Contexto)
Felipe Pena

O Livro no Jornal (ed Ateliê Editorial)
Isabel Travancas

Pena de Aluguel - Escritores jornalistas no Brasil 1904-2004 (ed Companhia das Letras)
Cristiane Costa

A Sangue Frio (ed Abril Cultural)
Truman Capote

Viagens com o Presidente - Dois repórteres no encalço de Lula no Planalto e no experior (ed Record)
Eduardo Scolese e Leonencio Nossa

Do Golpe ao Planalto - Uma vida de repórter (ed Companhia das Letras)
Ricardo Kotscho

Bar Bodega - Um crime de imprensa (ed Globo)
Carlos Dorneles

Os Sertões (ed Nova Cultural)
Euclides da Cunha

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Mineiros tiveram media training por videoconferência

Do Comunique-se - Com informações do IG
Os 33 mineiros chilenos soterrados no norte do Chile foram treinados para lidar com a imprensa enquanto ainda estavam na mina. Os 700 metros de profundidade não foram obstáculo para o media-training, realizado por videoconferência. O jornalista e diretor da Associação Chilena de Segurança, Alejandro Pino, foi o responsável por dar aulas de expressão oral aos mineiros.

Pino conversou com cada um dos trabalhadores e conheceu suas histórias. Para ele, que coordenou outros detalhes da operação de resgate e ficou dois meses sem ver a família, esse foi o “trabalho mais importante de sua vida”, disse em entrevista ao IG.

O jornalista contou como fez o media-training, mas, por uma questão ética, não quis detalhar as histórias dos mineiros, mesmo assim, afirmou que todos têm histórias interessantes para contar.

“Dividimos as aulas em duas partes. Em uma delas, os mineiros apenas respondiam perguntas. Muitas eram difíceis e até indiscretas, pois precisava ver como respondiam e como reagiam. Ensinei, também, que eles tinham todo o direito de não responder o que não quisessem. Na segunda etapa, o foco estava em como desenvolver uma conversa. É bem provável que eles sejam convidados a participar de programas de televisão, por exemplo, e queríamos que soubessem contar suas histórias de maneira estruturada. Trata-se de um grupo de pessoas muito inteligentes e com histórias interessantes”, explicou.

Os mineiros, que ficaram soterrados por 69 dias, foram resgatados essa semana. Mais de 1.500 jornalistas do mundo cobriram a operação.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Texto e tabela para trabalho no 2º Período



Trecho da dissertação de mestrado “Sistema Central de Mídia: proposta de um modelo sobre os conglomerados de comunicação no Brasil”, de James Görgen (UFRRS)

Íntegra disponível em
http://donosdamidia.com.br/media/documentos/DissertaSCM_RevFinal.pdf

[Clique na tabela para ampliar a imagem]

5.2 Sistema Central de Mídia no Brasil

Como mencionado anteriormente, o conceito de Sistema Central de Mídia trabalhado nesta dissertação pressupõe a adequação de um conglomerado de empresas de comunicação a três condições: (1) exercer controle direto de uma rede nacional de rádio ou de TV, (2) manter relações políticas e econômicas com mais de dois grupos regionais afiliados em mais da metade das unidades da federação e (3) possuir vínculo com grupos que detêm propriedade de veículos, ao menos, nos segmentos de rádio, televisão e jornal ou revista. As organizações que atendem a estas três características conseguem distribuir conteúdos de forma nacional e, ao mesmo tempo, captar receita publicitária em mercados regionais e no nível nacional.
Às três condições juntam-se outros elementos. Para integrar o Sistema Central de Mídia os conglomerados precisam operar em quatro dimensões fundamentais: econômica (posição de mercado em termos de receita publicitária ou faturamento bruto); simbólica (lugar de credibilidade ou preferência que os veículos do grupo ocupam no imaginário do público); política (papel da organização como fonte primária de conteúdo para outros grupos a ela associados ou que compõem a periferia do sistema e relação com o ambiente político em nível federal e estadual); e histórica (protagonismo da corporação ao longo do tempo e seu envolvimento com causas de interesse da sociedade). Tendo isso em mente, partiu-se para o cruzamento destas características com os grupos que controlavam redes nacionais de rádio ou TV. O resultado pode ser conferido na Tabela 8.
Com base nestes critérios e na consulta realizada na base do sítio Donos da Mídia, pode-se afirmar que o Sistema Central de Mídia no Brasil é composto por dez conglomerados: (1) Organizações Globo, (2) Sílvio Santos, (3) Igreja Universal do Reino de Deus, (4) Bandeirantes, (5) Governo Federal, (6) TeleTV, (7) Abril, (8) Amaral de Carvalho, (9) Governo do Estado de São Paulo e (10) Organização Monteiro de Barros. Juntas, estas organizações controlam direta ou indiretamente 1.310 veículos, sendo 343 emissoras de televisão, 391 rádios FM, 259 rádios AM, 37 rádios OC, 26 rádios OT, 2 rádios comunitárias, 83 jornais, 85 revistas, 29 operadoras de TV a cabo, 27 de MMDS, 2 de DTH, 6 canais TVA e 20 programadoras de TV por assinatura (Canal TVA). O número de veículos ligados aos dez líderes do sistema representa mais da metade do total ligado às redes de rádio e TV e ultrapassa o total de 1.239 ligados aos grupos nacionais e regionais64. Eles também são responsáveis pela produção e distribuição de conteúdo de 21 das 54 redes, sendo nove de rádio e 12 de TV. Em termos percentuais, o domínio dos dez conglomerados é cristalino no caso da televisão. Nada menos do que 81% das geradoras são ligadas a eles.
64 Mais uma vez é importante lembrar que o número de veículos ligados às redes inclui também emissoras que não integram grupos de comunicação mas são afiliadas de forma individual.
A constatação da existência do modelo do Sistema Central de Mídia não significa colocar em pé de igualdade todos os dez conglomerados que o integram. Justamente, a intenção é mostrar que apesar das diferenças de caráter histórico, econômico, simbólico e político entre os mesmos existem elementos comuns que os fazem ocupar lugar de destaque no imaginário e na cultura do povo brasileiro. Por isso, a opção de apresentá-los em ordem de grandeza a partir do número de grupos afiliados e veículos controlados direta ou indiretamente.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Calendário de provas 2010.2

Confira o calendário de provas para o segundo semestre de 2010:

2º Período - Teoria da Comunicação

A1 - 20/09 / A2 - 29/11 / 2ª Chamada - 06/12 / AF - 13/02

4º Período - Introdução ao Jornalismo II

Apresentação do projeto jornalístico: 30/11

8º Período - Assessoria de Imprensa

A1 - 20/09 / A2 - 29/11 / 2ª Chamada - 06/12 / AF - 13/02

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Bom programa sobre jornalistas no cinema

Parte 1


Parte 2



Parte 3

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Dicas bibliográficas em jornalismo

O professor de jornalismo Gerson Martins mantém um bom site sobre jornalismo. Nele, há excelentes dicas de livros na área. Atenção para, ao final da página de recomendações bibliográficas, clicar na sequencia para ver mais dicas.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Doc sobre a reforma gráfica e editorial da Folha

quarta-feira, 31 de março de 2010

Cine Jornalismo AIC: Confira os filmes de 2010

Confira abaixo os filmes da programação 2010 do Cine Jornalismo AIC. As sessões acontecem de março a novembro, sempre no último sábado do mês, às 16h, na AIC (Rua Formosa, 460, Centro).

Em seu segundo ano, o projeto Cine Jornalismo AIC tem como objetivo criar um ambiente para que jornalistas, estudantes de jornalismo e demais interessados em comunicação social possam, motivados pela temática de um filme, bater papo sobre a profissão.

Confira os filmes e comentadores da temporada 2010:

27 de Março
Vlado – 30 anos depois (Brasil, 2006)
Comentador: Ricardo André

24 de Abril
Correspondente Estrangeiro (EUA, 1940)
Comentador: Marcos Curvello

29 de Maio
O passo suspenso da cegonha (França/Grécia/Itália/Suíça, 1991)
Comentador: Alexandro F.

26 de Junho
Intrigas de Estado (EUA, 2009)
Comentador: Gustavo Smiderle

31 de Julho
A Trágica Farsa (EUA, 1956)
Comentador: Álvaro Marcos

28 de Agosto
A Primeira Página (EUA, 1974)
Comentador: Wesley Machado

25 de Setembro
Nos Bastidores da Notícia (EUA, 1987)
Comentadora: Patrícia Daldegan

30 de Outubro
Assassinos por natureza (EUA, 1994)
Comentador: Vitor Menezes

27 de Novembro
A Caçada (Bósnia-Herzegovina/Croácia/EUA, 2007)
Comentador: João Ventura

[Veja os filmes da programação de 2009]

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Assessoria de Imprensa: Programa da Disciplina

ASSESSORIA DE IMPRENSA – QUINTO PERÍODO

Fundação Cultural de Campos
CENTRO UNIVERSITÁRIO FLUMINENSE
CURSO DE JORNALISMO
EMENTA DE ASSESSORIA DE IMPRENSA
5º PERÍODO
Professor: Vitor Luiz Menezes Gomes
PRÉ-REQUISITO: NENHUM
CARGA HORÁRIA: 80


Ementa:

As atribuições do jornalista na estrutura da Assessoria de Comunicação. Os limites entre Assessoria de Comunicação e Assessoria de Imprensa. Instrumentos e técnicas de trabalho em Assessoria de Imprensa. Utilização de linguagem jornalística para house organs e demais materiais da Assessoria em todos os tipos de mídia. Relacionamento com a Imprensa e Comunicação direta com a sociedade. Ética e responsabilidades do jornalista em Assessoria de Imprensa. Assessoria de Imprensa em redes sociais.


Programa:

– RPs e jornalistas no mercado de Assessoria de Comunicação
Textos: 1 e 2 (de João Alberto Ianhez e de Boanerges Lopes)

– Ivy Lee e a origem da Assessoria de Comunicação
Texto: 3 (de Manuel Chaparro)

– Principais instrumentos da Assessoria
Texto: 4 (de Silvio Oliveira)

– Relacionamento com público interno e house organ
Textos: 5 (Gilberto Lorenzon / Alberto Mawakdiye)

– Administração de crises
Texto: 6 (de João José Forni)                  

– O Manual da Fenaj
Texto: 7 (Federação Nacional dos Jornalistas).
http://www.fenaj.org.br/wp-content/uploads/2016/08/codigo_de_etica_dos_jornalistas_brasileiros-1.pdf

- Assessoria de Imprensa e Rede Sociais
Texto: 8 (Estudo de Caso. Artigo sobre experiência da Prefeitura de Curitiba).
http://www.portalintercom.org.br/anais/sul2016/resumos/R50-1516-1.pdf

– Exercícios práticos: Produção de releases / Coberturas / Relacionamento com a mídia


Bibliografia:

Básica

BUDEL, Caio e NASCIMENTO, Layse NASCIMENTO. Casamento Vermelho: um estudo sobre a estratégia de comunicação da Prefeitura de Curitiba no Facebook. XVII Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul. Curitiba - PR. 2016. Link: http://www.portalintercom.org.br/anais/sul2016/resumos/R50-1516-1.pdf

DUARTE, Jorge. Assessoria de Imprensa e Relacionamento com a Mídia. 4a edição. São Paulo: Atlas, 2011.

MANUAL DE ASSESSORIA DE IMPRENSA. Federação Nacional dos Jornalistas, Fenaj (www.fenaj.org.br).


Complementar

CHINEM, Rivaldo. Assessoria de Imprensa - Como fazer. São Paulo: Summus Editorial, 2003.

LORENZON, Gilberto e MAWAKDIE, Alberto. Manual de Assessoria de Imprensa. Campos do Jordão (SP): Mantiqueira, 2006.


MAFEI, Maristela. Assessoria de Imprensa - Como se relacionar com a mídia. São Paulo: Contexto, 2007.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Mestrado em Comunicação Social na UFPR

Estão abertas até o dia 26 de fevereiro próximo as inscrições para a primeira turma de Mestrado em Comunicação Social da UFPR. Proposto pelo Departamento de Comunicação Social da UFPR, o PPGCOM foi aprovado pela Capes no dia 24 de novembro passado, tem como área de concentração “Comunicação e Sociedade” e é formado por duas linhas de pesquisa. A primeira delas é Comunicação, Educação e Formações Socioculturais e a segunda, Comunicação, Política e Movimentos Sociais. Tais linhas refletem a produção científica do corpo docente do Decom, formado pelos professores Celsi Bonstrup Silvestrin, Gláucia da Silva Brito, Jair Antonio de Oliveira, João Somma Neto, Kelly Prudêncio, Luciana Panke e Rosa Mari a Cardoso Dalla Costa, e os grupos de pesquisa nele abrigados. Para esta primeira turma foram abertas dez vagas. Maiores informações sobre o processo seletivo podem ser obtidas através do site:http://www.comunicacao.ufpr.br/pos/mestrado/pagina/Processo-Seletivo.html ou pelo telefone: 41 3313 2000.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Defesa de dissertação ao vivo na internet

O Programa de Pós-graduação em Comunicação Social da PUC-Rio transmite nesta sexta, 11, ao vivo pela internet, a defesa de dissertação de Mestrado "Jornalismo e exclusão social: análise comparativa nas coberturas sobre crianças e adolescentes", de Vinícius Neder. A banca será composta pelos professores Leonel Aguiar (PUC-Rio; orientador), Felipe Pena (UFF) e José Carlos Rodrigues (PUC-Rio), tendo como suplente Miguel Pereira (PUC-Rio). A defesa começa a partir às 14h30. O Portal PUC-Rio Digital é acessado em  www.puc-rio.br/puc-riodigital. A seguir, clicar em "TV do Portal".

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Revista temática em Teorias do Jornalismo

Acaba de sair a edição de final de ano da revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do Mestrado em Jornalismo da UFSC. Neste número, um dossiê sobre teorias do jornalismo, e outros tantos temas importantes. O sumário está a seguir, e o link para a edição é este aqui.

Eixo Temático: Teorias do jornalismo

O fenômeno noticioso: objeto singular, natureza plural
Gislene Silva (UFSC)
A celebração da prática e da teoria do fazer jornalístico – Zero Hora 45 Anos
Daiane Bertasso Ribeiro (UFSM) e Maria Ivete Trevisan Fossá (UFSM)

Jornalismo e guinada subjetiva
Marcio Serelle (PUC-MG)

Entre fronteiras: explorando o efeito da terceira pessoa
Francisco Gilson R. Pôrto Junior (UNITINS)

A institucionalização do mercado noticioso e seus significados para a construção da identidade do jornalista no Brasil
Fernanda Lima Lopes (UFRJ)

Jornalismo, espaço de disputas de hegemonia
João José de Oliveira Negrão (UNISO)

Jornalismo audiovisual de qualidade: um conceito em construção
Beatriz Becker (UFRJ)

Contributos portugueses à teorização do jornalismo: das origens a 1974
Jorge Pedro Sousa (Universidade Fernando Pessoa)

Temas livres

O repórter Euclides da Cunha em Canudos
Antonio Carlos Hohlfeldt (PUC-RS)

Novas exigências de formação
Antônio Fausto Neto (UNISINOS)

O oligopólio privado das comunicações como herança arbitrária do Estado brasileiro
Carlos Augusto Locatelli (UFSC)

Televisão, Telejornalismo e Juventude: o que jovens da periferia pensam sobre o Jornal Nacional?
Aline Silva Correa Maia (UFJF)

Sedimentação, erosão, abalos e erupção de imagens: Reprodução e transformação de representações sociais na narrativa jornalística
Ivan Paganotti (ECA-USP)

Jornalismo digital e colaboração: sinais da desreterriotorialização
Vivian de Carvalho Belochio (UFRGS)

Resenha

Moral irrisória
Ética, jornalismo e nova mídia: uma moral provisória, de Caio Túlio Costa.
Por Aldo Antonio Schmitz (UFSC)

Comentário

Por que o jornalismo precisa de doutores?
Philip Meyer (University of North Carolina)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Teoria da Comunicação: Texto para aula

Aqui, texto de Edgar Morin para aula sobre o Paradigma Culturológico na Comunicação, no Segundo Período.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Acompanhe o trabalho dos alunos da PUC PR

Da equipe do Curitiba Agora:


"O CuritibaAgora estará no ar, produzindo e publicando notícias em formato multimídia, em tempo real, 24 horas por dia, de 27 a 29 de outubro. As reportagens pretendem ser úteis aos cidadãos curitibanos e vão cobrir as áreas de Polícia, Trânsito, Geral, Política, Economia, Cultura, Esporte e Tempo. O site existe há quatro anos e é produzido totalmente e somente pelos alunos do terceiro ano de Jornalismo da PUCPR. São 5 integrantes de um Conselho Editorial, 11 editores e sub-editores e 42 repórteres. O projeto é coordenado pelo professor e jornalista Zanei Barcellos."

Acompanhe aqui.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Introdução ao Jornalismo I e II: Dicas de livros

Uma aluna me pediu algumas sugestões de leituras para o concurso do BNDES. Aproveito para dividir com vocês as sugestões que fiz:

Linguagem Jornalistica (2007)
SERIE PRINCIPIOS 37
LAGE, NILSON
ATICA
Link: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=5055261&sid=892488215111015574791076353&k5=5F07B75&uid=

Teoria E Tecnica Do Texto Jornalistico (2005)
LAGE, NILSON
CAMPUS
Link: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=833713&sid=892488215111015574791076353&k5=5F07B75&uid=

Jornalismo Diario
Reflexoes, Recomendaçoes, Dicas E Exercicios
Autor: PINTO, ANA ESTELA DE SOUSA
Editora: PUBLIFOLHA EDITORA
Link: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2843642&sid=892488215111015574791076353&k5=2D2EDE33&uid=

Arte De Fazer Um Jornal Diario, A
Coleção: COMUNICAÇÃO
Autor: NOBLAT, RICARDO
Editora: CONTEXTO
Link: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=669327&sid=892488215111015574791076353&k5=3A0F89E1&uid=

Jornalismo Economico
Coleção: COMUNICAÇÃO
Autor: CALDAS, SUELY
Editora: CONTEXTO
Link: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3130416&sid=892488215111015574791076353&k5=2D2EDE33&uid=

Jornalismo Economico (1 996)
KUCINSKI, BERNARDO
EDUSP
Link: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=60308&sid=892488215111015574791076353&k5=682B229&uid=

Assessoria De Imprensa E Relacionamento Com A
Midia
Organizador: DUARTE, JORGE
Editora: ATLAS
Link: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3127194&sid=892488215111015574791076353&k5=35355E0B&uid=

Manual de Assessoria de Imprensa da Fenaj
Link: http://www.fenaj.org.br/mobicom/manual_de_assessoria_de_imprensa.pdf

Assessoria De Imprensa (2004)
MAFEI, MARISTELA
CONTEXTO
Link: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?palavra=assessoria+de+imprensa&tipo_pesq=titulo&sid=892488215111015574791076353&k5=2CBDF688&uid=&limpa=0&parceiro=OAPGTT&x=10&y=10
Jornalismo De Radio
Autor: JUNG, MILTON
Editora: CONTEXTO
Link: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=5027850&sid=892488215111015574791076353&k5=CE1340C&uid=

Jornalismo De Tv (2005)
BISTANE, LUCIANA / BACELLAR, LUCIANE
Link: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?palavra=Jornalismo+de+TV&tipo_pesq=titulo&sid=892488215111015574791076353&k5=11481AA8&uid=&limpa=0&parceiro=OAPAXR&x=21&y=11
Jornalismo De Revista (2003)
COMUNICAÇÃO
SCALZO, MARILIA
CONTEXTO
Link: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?palavra=Jornalismo+revista&tipo_pesq=titulo&sid=892488215111015574791076353&k5=14EE6DA&uid=&limpa=0&parceiro=OAPROA&x=19&y=10
Cultura Da Interface (2001)
JOHNSON, STEVEN
JORGE ZAHAR
Link: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?palavra=Cultura+da+interface&tipo_pesq=titulo&sid=892488215111015574791076353&k5=358718E3&uid=&limpa=0&parceiro=OATRPG&x=18&y=13
Internet, E Depois? (2003)
WOLTON, DOMINIQUE
SULINA
Link: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?palavra=depois+da+internet&tipo_pesq=titulo&sid=892488215111015574791076353&k5=63B34E2&uid=&limpa=0&parceiro=OAPIIA&x=24&y=12
Jornalismo Na Internet
Planejamento E Produção Da Informação On-Line
Autor: PINHO, J. B.
Editora: SUMMUS
Link: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=719464&sid=892488215111015574791076353&k5=1236C1F6&uid=

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O que não pode deixar de ter um jornalista?

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Links para bibliotecas online

A coluna ao lado foi atualizada com uma seleção de links para bibliotecas online, que facilitam a pesquisa de livros e artigos acadêmicos.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Atenção orientandos

A Revista de Estudos da Comunicação, da PUC do Paraná, estruturou um índice dos temas que trata em suas edições que facilita a vida de quem procura artigos para suas pesquisas. Fica aqui.

Simpósio de jornalismo ao vivo na net

Da Assessoria

O 3º Simpósio do Curso de Jornalismo da Unimep, que acontece de 06 a 08 de outubro, com o tema O Futuro do Jornalismo, será transmitido ao vivo pela Internet. A iniciativa se deve a uma parceria entre o Curso de Jornalismo e a Unimep TV, que será a responsável pela captação das imagens e operação técnica, através do IPTV da USP (Universidade de São Paulo). A transmissão poderá ser acompanhada pelo Portal de Notícias do Curso de Jornalismo (www.unimepjornal.com.br) e pelo Site da Unimep TV (www.unimepjornal.com.br), no período entre 19h30 e 22 horas nos três dias de atividades.

A mesa de abertura, no dia 6, vai tratar de Telejornalismo Regional e Comunidade, e terá como expositores os jornalistas Eduardo Lacerda, da EPTV Campinas, André Camarão, da TVB Campinas, e Carlos Chinellato, da TV Mix Regional, de Limeira.

Na quarta-feira o tema será O Futuro do Jornalismo: os Desafios da Formação, em mesa que terá a presença do jornalista Francisco Ornellas, responsável pela Semana Estado de Jornalismo e Curso de Jornalismo Aplicado do Estadão, do jornalista e professor José Luiz Proença, coordenador do Curso de Jornalismo da ECA/USP (Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo) e do presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, José Augusto Camargo.

O encerramento acontece no dia 8 de outubro, quinta-feira, com uma mesa sobre o tema Rádiojornalismo, Novas Tecnologias e Práticas, com a participação dos jornalistas Juliana Caetano, da rádio Band News de Campinas, Rodrigo Simon, da rádio Sul América Trânsito, de São Paulo e João Turquiai, da rádio Você, vinculada ao jornal O Liberal, de Americana.

As mesas-redondas acontecem todos os dias a partir das 19h30, no Campus Taquaral da Unimep, na Sala Vermelha (anexa ao Teatro Unimep). A atividade é direcionada aos alunos do Curso de Jornalismo, mas a participação é aberta aos interessados. Mais informações e inscrições, gratuitas, podem ser feitas pelo telefone (19) 3124.1676, através do e-mail cmarim@unimep.br, ou através da página www.unimepjornal.com.br.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Introdução ao Jornalismo I e II: Aulão na AIC

Atenção: aulão de reposição para alunos do 3º e do 4º períodos neste sábado (26/09), 15h, na Associação de Imprensa Campista (AIC). A entidade fica na Rua Formosa (Tenente Coronel Cardoso), 460, ao lado da Oi/Telemar, na esquina com a rua 13 de Maio, no Centro de Campos.

Das 15h às 16h haverá aula expositiva. A partir das 16h haverá exibição do filme "Sob Fogo Cerrado", no projeto Cine Jornalismo AIC, seguida de comentários do jornalista João Ventura.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Prêmio para estudantes de jornalismo com inscrições abertas

Estão abertas até o dia 2 de outubro de 2009 as inscrições para o prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, organizado pelo Instituto Vladimir Herzog, que concede auxílio para a execução da pautas sobre o tema “Direito à Justiça e Direito a Vida”. Veja mais informações aqui.

Semana da Imprensa

Confira a programação da Semana da Imprensa, que a AIC e a Fafic promovem de hoje a sexta na faculdade e, no sábado, na sede da Associação e na Taberna Dom Tutty:

Programação da 19ª SEMANA DA IMPRENSA – 80 ANOS DA AIC
De 21 a 26 de Setembro/2009

21/09 - FAFIC (Sala 220)
19h - Projeção de trabalhos de Fotojornalismo e Debate sobre o futuro da profissão de jornalista, com Marcel Silvano, João Ventura e Alexandro Florentino. Moderador: Vitor Menezes

22/09 - FAFIC
19h às 22h - Oficinas simultâneas de:- Fotografia, com Diomarcelo Pessanha- Direito autoral na produção de imagens, com Adalberto Diniz

23/09 - FAFIC
19h às 22h - Oficinas simultâneas de:- Novo Acordo Ortográfico, com Liliane Alves - Animação, com Murilo de Souza

24/09 - FAFIC
19h às 22h - Oficinas simultâneas de:- Documentário, com Alexandro Florentino- Jornalismo Científico, com Gustavo Smiderle

25/09 - FAFIC
19h - Gravação da Primeira edição do Projeto Memória AIC, com Herbson Freitas.

26/09 - AIC
16h - Cine Jornalismo AIC, com exibição do filme ‘Sob Fogo Cerrado’ (EUA, 1983). Comentador: João Ventura.
19h - Furdunço Etílico-Jornalístico na Taberna Dom Tutty.

OBS – As oficinas acontecerão no Curso de Comunicação e as inscrições (R$ 5) podem ser feitas pessoalmente, com Manoela Vieira, na Coordenação de Comunicação ou também pelos telefones: (22) 2732-4630 / 2732-2090. As demais atividades são gratuitas.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Destaques do Boletim Intercom de 15 de Setembro

Êxito

Equipe Editorial
http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/intercomunicando.shtml

Dossiê Congresso Intercom 2009

Assembléia da Intercom define tema dos eventos de 2010
http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/dossie01.shtml

Pesquisadores e instituições são homenageados com prêmio Luiz Beltrão
http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/dossie02.shtml

Expocom 2009 premia os melhores trabalhos de graduação http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/dossie03.shtml

José Marques de Melo é homenageado no Intercom 2009 http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/dossie04.shtml

Para Dominique Wolton, "Violência é quando as pessoas não conversam mais" http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/dossie05.shtml

IX Colóquio Binacional de Ciências da Comunicação termina com saldo positivo http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/dossie06.shtml

Próxima parada: Caxias do Sul
http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/dossie07.shtml

Estudantes de todo o país apresentam trabalhos no Intercom http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/dossie08.shtml

Interatividade é o principal diferencial da TV Digital brasileira http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/dossie09.shtml

Mesa discute democratização da educação e dos meios de comunicação http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/dossie10.shtml

Professores terão que se adaptar às novas tecnologias http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/dossie11.shtml

"Essa história de que o impresso vai desaparecer é balela", afirma especialista http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/dossie12.shtml

Para pesquisadores, a escola ainda é essencial na Era Digital http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/dossie13.shtml

Bodas de Ouro do Ciespal são comemoradas na Intercom http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/dossie14.shtml

Destaques

Marques de Melo recebe homenagens no Paraná, São Paulo e Pernambuco
http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/destaque01.shtml

"Mídia, Poder e Ética" é tema do próximo Café Intercom/Saraiva
http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/destaque02.shtml

29º Prêmio Nacional de Relações Públicas já está com inscrições abertas http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/destaque03.shtml

VIII Politicom terá o rádio como tema principal http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/destaque04.shtml

Sócia da Intercom fala sobre globalização e modernidade na TV http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/destaque05.shtml

Acontece

Cedem/Unesp debate escritores da guerrilha urbana no Brasil
http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/acontece01.shtml

I Seminário Histórias de Roteiristas recebe trabalhos até 20 de setembro
http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/acontece02.shtml

UFMA realiza I Encontro de Pesquisadores em Comunicação e Música Popular
http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/acontece03.shtml

UnB e Umesp promovem conferência sobre comunicação e tecnologia digitais
http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/acontece04.shtml

Encontro Paranaense de Pesquisa em Jornalismo tem inscrição gratuita
http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/acontece05.shtml

Unitau realiza exposição sobre imprensa regional
http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/acontece06.shtml

LançamentoGrupo de Pesquisa em Jornalismo Popular e Alternativo lança revista digital
http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/lancamento01.shtml

Revista Vivência lança edital sobre comunicação e modernidade na América Latina
http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/lancamento02.shtml

Publicações

Revista Patrimônio: Lazer & Turismo faz chamada de trabalhos
http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/publicacoes01.shtml

Bibliocom aceita colaborações para próximos números
http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/publicacoes02.shtml

Oportunidades&Carreiras

Rede Nacional Funarte Artes Visuais 2009 recebe inscrições até 16 de outubro
http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/oportucarreiras01.shtml

Concurso nacional premia relações de gênero
http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/oportucarreiras02.shtml

Programa de Mestrado em Estudos da Mídia da UFRN oferece 14 vagas
http://www.intercom.org.br/boletim/a05n143/oportucarreiras03.shtml

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Introdução ao Jornalismo I: A Carta de Caminha

Aqui, a Carta de Pero Vaz de Caminha, em pdf.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Calendário de Provas 2009.2

Teoria da Comunicação - 2º Período

A1: 05/10 - A2: 01/12 - 2ªCh: 8/12 (20h20) - AF: 14/12

Introdução ao Jornalismo I - 3º Período

A1: 06/10 - A2: 01/12 - 2ªCh: 8/12 (20h20) - AF: 14/12

Introdução ao Jornalismo II - 4º Período

Data da entrega do projeto jornalístico: 07/12

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Boletim da Intercom de 31 de agosto/09

Confira os destaques da edição desta semana do Boletim da Intercom:

XXXII Congresso
Equipe Editorial

Destaques
Intercom 2009 aborda "Comunicação, Educação e Cultura na Era Digital"

História da Mída reúne mais de 500 pesquisadores em Fortaleza (CE)

Confibercom reúne comitê de instalação em Curitiba

Pré-Congresso da Intercom conta com 2º Fórum Eptic

XXXII Intercom aponta tendências no campo da comunicação

Ano da França no Brasil aproxima pesquisa científica dos dois países

Gripe A não deve afetar realização de Congresso da Intercom

Alunos da Unesp vão representar o Brasil no UIT Telecom Word 2009

Acontece
VIII Politicom terá o rádio como tema principal

10º Encontro ABRP debate comunicação digital

Uerj promove curso de extensão sobre Mídia, Esporte e Cultura

Evento discute em BH desenvolvimento sustentável e jornalismo científico

Unitau conquista prêmio Cidadania sem Fronteiras

Lançamento
Revista Comunicação & Sociedade lança número 51, ano 30

IV edição de Imprensa Brasileira: Personagens que fizeram história será lançada em São Paulo

Publicações
Revista Eletrônica CoMTempo faz chamada para a primeira edição

Comunicação & Sociedade recebe textos inéditos para próximas edições

Bibliocom aceita colaborações para próximos números

Oportunidades & Carreiras
Comtexto promove curso sobre projeto de auditoria de imagem
Pós-graduação na área da Comunicação terá professores de quatro diferentes países
http://www.intercom.org.br/boletim/a05n142/oportucarreiras02.shtml

UFRN lança concurso para Semiótica de Linguagem Publicitária

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Introdução ao Jornalismo II: Palestra na ACL

A pedido do professor Fernando da Silveira, alunos do 4º período, da disciplina de Introdução ao Jornalismo II, estão liberados nesta segunda, 24 de agosto, para a cobertura de palestra na Academia Campista de Letras, dentro do projeto "Repensando Campos: relendo e reescrevendo sua história", às 19h.

Profissão blogueiro

Matéria da seção Empregos, da Folha de São Paulo de ontem [23/08/09], mostrou que cada vez mais empresas contratam profissionais de várias áreas para cuidar especificamente dos seus blogs e da presença em redes de relacionamento, como Facebook e Orkut. A reportagem registra que, somente em julho passado, 21,9 milhões de internautas brasileiros navegaram por blogs.

Esta demanda também está estimulando o nascimento de empresas de comunicação especializadas na manutenção de blogs e de relacionamento na internet. Uma delas é a Pólvora!, criada há um ano somente para atuar em mídias sociais na net.

A íntegra da matéria está aqui.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Simule uma prova para o programa de treinamento da Folha

A Folha de São Paulo mantém um programa de treinamento que possui uma concorrida seleção. Veja aqui se você passaria na prova.

Assista defesas de mestrado ao vivo na web

Experiência pioneira da Universidade Federal de Santa Catarina, as defesas online (em http://www.posjor.ufsc.br/) estão se tornando uma ótima ferramenta de divulgação acadêmica. Nesta segunda, 17, a partir das 14h30, a mestranda Macelle Khoury defende a dissertação "Lições de jornalismo: análise da representação do jornalismo no cinema holywoodiano de 1930 a 2000", orientada pelo professor Francisco Karam. A banca terá a participação de Christa Berger, da Unisinos, que publicou um livro sobre o tema.

Na sexta, 21, no mesmo horário, Ben-Hur Demeneck defende a dissertação "Objetividade Jornalística: uma breve história do conceito", orientada por Orlando Tambosi. A banca terá a participação de Josenildo Guerra, da UFS, especialista no tema.

E no dia 28 será a vez de Leonardo Foletto apresentar a dissertação "O blog jornalístico: definição e características na blogosfera brasileira", orientada por Elias Machado. A banca terá a participação de Claudia Quadros, da UTP, pesquisadora de jornalismo digital.

Participe das sessões do Cine Jornalismo AIC

[Em breve: Programação 2010. Confira abaixo os filmes vistos em 2009]


A AIC (Associação de Imprensa Campista) realiza de março a novembro o projeto Cine Jornalismo AIC, com a exibição de um filme sobre jornalismo e a presença de um jornalista para estimular um bate-papo sobre a profissão.

As exibições acontecem no último sábado do mês, sempre às 16h, na sede da associação (Rua Tenente Coronel Cardoso, 460, Centro).

As sessões se destinam a jornalistas, estudantes de jornalismo e a todos os interessados na profissão. A entrada é gratuita.

Veja abaixo a programação completa da temporada 2009:

28 de Março
Boa Noite e Boa Sorte (EUA, 2005)
Comentadora: Patrícia Daldegan

25 de Abril
Cidadão Kane (EUA, 1941)
Comentador: Ricardo André

30 de Maio
Todos os Homens do Presidente (EUA,1976)
Comentador: Orávio de Campos

27 de Junho
O Jornal (EUA, 1994)
Comentador: Álvaro Marcos

25 de Julho
O Informante (EUA, 1999)
Comentador: Vitor Menezes

29 de Agosto
Mera Coincidência (EUA, 1997)
Comentador: João Ventura

26 de Setembro
Sob Fogo Cerrado (EUA, 1983)
Comentador: Felipe Sáles

31 de Outubro
Em Defesa da Verdade (Inglaterra, 1985)
Comentador: Cássio Peixoto

28 de Novembro
Capote (EUA, 2005)
Comentador: Gerson Dudus

APOIO:
IFF - Instituto Federal Fluminense
Curso de Comunicação Social do Uniflu-Fafic

Introdução ao Jornalismo II: Programa da Disciplina

INTRODUÇÃO AO JORNALISMO II – SEGUNDO PERÍODO

Fundação Cultural de Campos
CENTRO UNIVERSITÁRIO FLUMINENSE
CURSO DE JORNALISMO 
EMENTA DE INTRODUÇÃO AO JORNALISMO II
2º PERÍODO
Professor: Vitor Luiz Menezes Gomes

PRÉ-REQUISITO: NENHUM
CARGA HORÁRIA: 40

Ementa:

Este período se destina à execução de um projeto prático em jornalismo, que poderá ser em qualquer tipo de linguagem, plataforma e gênero. A definição do produto e a forma de avaliação são feitas em reuniões com a turma e cada semestre assumem uma dinâmica própria, de acordo com o encaminhamento da proposta. Em linhas gerais, no entanto, é comum o percurso do seguinte roteiro:

Programa:

- Detalhamento da proposta de realização de um projeto prático em jornalismo.
- Discussão sobre produto jornalístico e viabilidade de sua execução.
- Escolha do produto jornalístico/discussão de viabilidade.
- Definição do veículo da turma.
- Definição de tema geral e de compromissos editoriais.
- Detalhamento de possíveis pautas dentro do tema geral.
- Divisão de grupos para trabalho de apuração/Definição de equipes de coordenação e edição.
- Acompanhamento do trabalho de apuração de campo.
- Acompanhamento do trabalho de edição.
- Publicação e avaliação coletiva do trabalho.


Bibliografia:

Básica

DA SILVA, Gilmar Renato (org). Novos jornalistas - Para entender o jornalismo hoje. 2010. Ebook disponível em https://issuu.com/midia8/docs/ebook_novos_jornalistas.

LAGE, Nilson. Teoria e Técnica do Texto Jornalístico. Rio de Janeiro: Summus, 2005.

PINTO, Ana Estela de Sousa Pinto. Jornalismo Diário: Reflexões, recomendações, dicas e exercícios. São Paulo: Publifolha, 2009.

TRAVANCAS, Isabel. O Mundo dos Jornalistas. 4a ed revista. São Paulo: Summus, 2011.


Complementar

TRAQUINA, Nelson. Teorias do Jornalismo: Porque as notícias são como são. V. 1. Florianópolis: Insular, 2005 

 _________________  Teorias do Jornalismo: A tribo jornalística - uma comunidade interpretativa transnacional. V. 2.  Florianópolis: Insular, 2005

MARTINO, Luis Mauro Sá. Teoria das mídias digitais. São Paulo: Vozes, 2014.


Sites: www.observatoriodaimprensa.org.br / www.fenaj.org.br / www.intercom.org.br

Teoria da Comunicação: Programa da Disciplina

TEORIA DA COMUNICAÇÃO – SEGUNDO PERÍODO

Fundação Cultural de Campos
CENTRO UNIVERSITÁRIO FLUMINENSE
CURSO DE JORNALISMO
EMENTA DE TEORIA DA COMUNICAÇÃO
2º PERÍODO
Professor: Vitor Luiz Menezes Gomes
PRÉ-REQUISITO: NENHUM
CARGA HORÁRIA: 40


Ementa:

As diferentes teorias da comunicação e suas interfaces com a comunicação contemporânea. As escolas funcionalistas e críticas da comunicação. Semiótica e abordagens culturológicas, midiológicas e interacionistas. Noções de história da comunicação desde a pré-história. Diferentes linguagens e suas potencialidades.

Programa:

- Introdução à Teoria da Comunicação
Introdução à noção de ciência.
Introdução à Comunicação como Fenômeno.
Os tipos de comunicação humana a partir de diferentes formas de classificação.
História da Comunicação Humana
Os signos
Semiologia, Semiótica e Teoria dos Signos
Estudo dos Códigos
Palavra, Imagem, Língua, Fala e Linguagem
Linguagem e Metalinguagem
Mensagens – Sentidos e Funções

- Modelos e Paradigmas da Comunicação
O Paradigma Funcionalista-Pragmático
O Paradigma Matemático-Informacional
O Paradigma Conceitual ou Crítico-Racial
O Paradigma Conflitual-Dialético
O Paradigma Culturológico
O Paradigma Midiológico
Comunicação e Pós-Modernidade
A Internet e o Paradigma Horizontal-Interacionista

- Atividades complementares ao longo do curso
Oficina de produção de texto
Estudos dirigidos
Dinâmicas
Seminário sobre o livro "Vida, o filme - Como o entretenimento conquistou a realidade"

Bibliografia:

Básica

FRANÇA, Vera Veiga. O objeto da comunicação / A comunicação como objeto. Em HOHLFELDT, Antônio; MARTINO, Luiz C.; FRANÇA, Vera Veiga (orgs). Teorias da Comunicação – Conceitos, Escolas e Tendências. Petrópolis (RJ); Vozes, 2003.
Páginas 39 à 57.

PEREIRA, José Haroldo. Curso básico de Teoria da Comunicação. 5a Edição. Rio de Janeiro, 2009: Quartet/UniverCidade

POLISTCHUK, Ilana; TRINTA, Aluízio Ramos. Teorias da Comunicação – O Pensamento e a prática da Comunicação Social. Rio de Janeiro, Campus: 2003.


Complementar

FELINTO, Erick. Da teoria da comunicação às teorias da mídia - Ou, temperando a epistemologia com uma dose de cibercultura. Revista do programa de pós-gradução da escola de comunicação da UFRJ. Dossiê: cidades midiáticas. Vol.14. N.01. 2011.


GABLER, Neal. Vida, o filme - Como o entretenimento conquistou a realidade". São Paulo: Companhia das Letras, 1999.